Call of Duty: Black Ops é um
jogo eletrônico de
tiro em primeira pessoa desenvolvido pela
Treyarch, editado pela
Activision e lançado mundialmente em
9 de novembro de
2010 para as plataformas
Microsoft Windows,
Xbox 360,
PlayStation 3,
Wii e
Nintendo DS. Anunciado em 30 de abril de 2010, o jogo é o sétimo capítulo da série
Call of Duty, e o primeiro situado durante a
Guerra Fria. É o terceiro da série a ser desenvolvido pela Treyarch, sendo uma sequência direta de
Call of Duty: World at War.
[3]
Nas primeiras 24 horas de lançamento, o jogo vendeu mais de 7 milhões de unidades, sendo 5,6 milhões nos
Estados Unidos e 1,4 milhão no
Reino Unido, batendo em aproximadamente 2,5 milhões de cópias o recorde alcançado por seu antecessor,
Modern Warfare 2.
[4][5]
Jogabilidade
[editar] Visão geral
Black Ops é um jogo de
tiro em primeira pessoa. O jogador assume o papel de um
soldado de
infantaria que pode manejar diversas armamentos (sendo capaz de carregar consigo apenas dois de cada vez), lançar
granadas de mão e outros explosivos, e utilizar vários tipos de equipamento como arma. Ao aproximar-se perto o bastante de um inimigo, é possível esfaqueá-lo. O personagem pode ficar em três posições: de pé, agachado e deitado; cada uma delas afeta o nível de movimentação e a mira no disparo das armas de fogo. Para indicar o nível de ferimentos infligidos ao personagem, a tela fica gradativamente vermelha; a melhora na saúde faz com que a cor desapareça.
O jogador assume o papel de diversos personagens durante a campanha
single-player, mudando de perspectiva com o avançar da história. Os personagens jogáveis são agentes de forças especiais conduzindo missões clandestinas por trás das linhas inimigas. Sendo assim, cada personagem tem suas próprias características, como vozes e sombras.
[3] As missões trazem uma série de objetivos mostrados no
heads-up display, que marca a direção e distância a ser alcançada para cumprir cada objetivo. O jogador é acompanhado por tropas aliadas durante todo seu percurso. Embora primeiramente um jogo de tiro em primeira pessoa, o jogador pode também pilotar um helicóptero
Mil Mi-24 e guiar tropas a partir de uma aeronave de reconhecimento
SR-71 Blackbird.
[6][7][8] A campanha apresenta diversos momentos roteirizados em estilo cinematográfico, como por exemplo na missão "Victor Charlie", quando um tiro disparado contra soldados
vietcongues assume um efeito
bullet-time.
[9]
[editar] Multiplayer
O módulo multiplayer online de
Black Ops geralmente gira em torno de duas equipes envolvidas em uma missão específica. Em "Team Deathmatch", por exemplo, a equipe com maior placar de mortes vence, enquanto em "Capture the Flag", os jogadores devem tomar as bandeiras da equipe adversária e levarem-as a sua própria base. Em complemento, há o módulo "Free For All", no qual os jogadores não são dispostos em equipes, jogando individualmente. Sem incluir as fases extras disponíveis para download, há 14 mapas diferentes.
[10]
O jogo traz também um módulo cooperativo intitulado "Zombies", cujo propósito é lutar contra uma invasão de
zumbis. Projetado inicialmente para
World at War, foi retrabalhado para ser incluído em
Black Ops. No mapa "Five", os jogadores assumem os papéis de
John F. Kennedy,
Richard Nixon,
Robert McNamara e
Fidel Castro. Há também um mapa baseado no jogo original, chamado "Kino Der Toten" (
Teatro da Morte em
alemão). Esta fase apresenta os personagens de
World at War — Edward Richtofen, Tank Dempsey, Takeo Masaki e Nikolai Belinski.
[11]
[editar] Personagens e ambientação
Call of Duty: Black Ops é situado na
década de 1960, durante o auge da
Guerra Fria. A história é focada nas divisões
Special Activities Division (SAD) e
Studies and Observations Group (SOG) da
CIA, que atuam clandestinamente por trás das linhas inimigas. Suas missões ocorrem em diversas partes do mundo, como
Cuba,
Laos,
Vietnã e
Montes Urais, na
Rússia central. A campanha single-player gira em torno de uma
arma química experimental soviética denominada "Nova-6".
O jogador controla primariamente Alex Mason, agente das
forças especiais da SAD/SOG, e ocasionalmente Jason Hudson, assim como outros personagens. Mason trabalha com frequência com Frank Woods e Joseph Bowman, enquanto Hudson forma equipe com Grigori Weaver, um agente de campo russo. O jogo marca o retorno de Viktor Reznov, personagem chave na campanha soviética de
World at War — juntamente com seu protagonista Dimitri Petrenko, que aqui faz uma breve aparição.
Black Ops apresenta diversas figuras históricas: Mason encontra
John F. Kennedy,
Robert McNamara e
Fidel Castro.
Em 25 de fevereiro de 1968, Alex Mason, agente da SAD/SOG, está preso a uma cadeira em uma sala de interrogatórios. Sem saber onde está, ele é bombardeado por seus captores ocultos com perguntas sobre a localização de uma
emissora de números. As técnicas usadas no interrogatório começam então a provocar uma série de
flashbacks em Mason.
É 1961, e Mason, Woods e Bowman tentam assassinar Fidel Castro durante a
invasão da
Baía dos Porcos. Mason aparentemente é bem sucedido em cumprir a missão, mas a retirada de sua equipe dá errado, e ele é forçado a ficar para trás e proteger o avião em fuga de seus companheiros. Ele é capturado por Castro, que revela que seu
sósia é que fora assassinado. Em decorrência de uma aliança com a
União Soviética, Castro entrega Mason ao General Nikita Dragovich. Mason é imprisionado no
gulag de Vorkuta por dois anos. No cárcere, ele faz amizade com Viktor Reznov, ex-soldado do
Exército Vermelho. Reznov revela a Mason a identidade daqueles envolvidos em sua prisão e subsequente tortura: Dragovich, Lev Kravchenko (seu braço direito) e Friedrich Steiner, um ex-cientista
Nazi que desertou para a União Soviética. Todos os três compartilham uma ligação com Reznov: em outubro de
1945, Reznov, Dragovich, Kravchenko e Dimitri Petrenko integraram uma equipe enviada para localizar Steiner, escondido com uma unidade das
SS no
Círculo Polar Ártico. Durante a operação, Reznov é traído por Dragovich, que usa a criação de Steiner, um
gás conhecido como "Nova-6" em Petrenko. Reznov é poupado do mesmo destino quando
comandos britânicos atacam os russos. Durante a confusão, ele destrói o Nova-6 que, no entanto, é posteriormente recriado para os soviéticos por Steiner e um cientista britânico chamado Daniel Clarke. Pouco depois, Reznov é detido em Vorkuta. Ele e Mason dão início a uma rebelião de presos, mas apenas este último consegue escapar do local.
Um mês depois, o presidente John F. Kennedy autoriza o assassinato de Dragovich. Em novembro de 1963, Mason, Woods, Bowman e Weaver são despachados para o
Cosmódromo de Baikonur na
República Socialista Soviética Cazaque para sabotar o
programa espacial soviético e eliminar os integrantes do projeto "Ascensão", antigos cientistas nazistas cooptados pelo regime soviético. No começo da operação, Weaver é capturado e torturado por Kravchenko, mas Mason e sua equipe conseguem libertá-lo, destruindo nesse meio tempo a nave espacial
Soyuz. Dragovich escapa da morte, fazendo com que Mason fique em seu encalço pelos cinco anos seguintes. Em 1968, o
MACV-SOG é estabelecido no
Vietnã para investigar a presença de tropas soviéticas. Após defender Khe Sanh, o SOG é posicionado em
Huế durante a
Ofensiva do Tet para recuperar um dossiê com informações sobre Dragovich fornecidas por um desertor russo. A equipe recupera o documento enquanto Mason encontra Reznov, que revela ser ele a fonte. O SOG segue então para
Laos para interceptar um carregamento de Nova-6 transportado por um avião soviético abatido. No local da queda, eles são subjugados pelas levas de soldados vietcongues e da
Spetsnaz, sendo eventualmente capturados. Mason e Reznov escapam, mas Bowman é executado e Woods morre em uma explosão junto a Kravchenko.
Enquanto isso, Hudson e Weaver interrogam em
Kowloon o dr. Daniel Clark, o engenheiro que estabilizou o Nova-6. Clark identifica Steiner como parte da conspiração, revelando a localização de uma base secreta no
Monte Yamantau antes de ser morto pelos homens de Dragovich. Hudson e Weaver seguem para o local para destruir a base e capturar Steiner. Durante a missão, Hudson recebe um transmissão de Steiner solicitando que o encontre na
Ilha Vozrozhdeniya, no
Mar de Aral, para saber como interromper uma transmissão de números que mandará instruções para agentes em prontidão lançarem o gás Nova-6 em cidades americanas. Nesse meio tempo, Mason e Reznov estão a caminho da ilha para assassinar Steiner. No presente, Mason afirma veementemente que foi Reznov que executou Steiner, apesar de Hudson ter testemunhado Mason atirar contra o cientista. Neste ponto, Hudson e Weaver revelam-se como os interrogadores de Mason. Hudson percebe que Dragovich fez uma
lavagem cerebral em Mason para que ele guardasse os números da transmissão e se tornasse um agente espião soviético. Esgotadas as alternativas, Hudson liberta Mason para segui-lo. É revelado então que o Reznov verdadeiro fora morto durante a fuga de Vorkuta, e que as visões de Mason relacionadas ao russo são resultado de um
transtorno dissociativo de identidade provocado pelo traumático programa de lavagem cerebral. Reznov, na verdade, reprogramara Mason para assassinar Dragovich, Kravchenko e Steiner ao invés do presidente Kennedy, o alvo original. Hudson faz Mason ouvir os números uma última vez, o que o leva a se lembrar da localização do navio cargueiro soviético
Russalka, ancorado na costa de Cuba.
Ao amanhecer, a equipe lança um ataque contra o
Russalka, com Mason e Hudson infiltrando-se em uma estação de transmissão subaquática protegida pelo navio, que estava disfarçando também uma base de
submarinos projetada para apoiar a invasão dos Estados Unidos após o planejado ataque de Nova-6. Confirmando que o
Russalka é o emissor dos números, Hudson solicita reforços da
Marinha dos Estados Unidos para bombardear o navio e sua base submarina. Mason e Hudson finalmente encontram Dragovitch nos níveis inferiores da base, e conseguem matá-lo antes da destruição do local, nadando para a superfície durante a explosão dos alvos. Enquanto volta à superfície, Mason ouve Reznov dizer-lhe que conseguiu o que ele mesmo não seria capaz de fazer. Weaver comemora a vitória, mas Mason permanece incerto, perturbado por sua última conversa com Dragovich.
São mostradas então imagens de arquivo do presidente Kennedy em 22 de novembro de 1963, enquanto uma locutora e Mason narram números aleatórios. As imagens de arquivo são reprisadas, revelando a presença de Mason na multidão que cerca o presidente enquanto as últimas palavras de Dragovich são repetidas, sugerindo que Mason seguiu a programação original de sua lavagem cerebral e
assassinou Kennedy.
[editar] Desenvolvimento
Em maio de 2009, espalhou-se o boato de que a editora
Activision estaria licenciando músicas da época da
Guerra do Vietnã, o que levou à especulação de que
Call of Duty 7 seria situado neste período.
[36] No mesmo mês, David Kim, funcionário da
Treyarch, revelou em seu perfil no
LinkedIn que trabalharia como
animador no jogo.
[37] Em novembro, poucos dias depois do lançamento de
Modern Warfare 2, a Actvision confirmou o lançamento de um novo título da série
Call of Duty para 2010.
[38] Em fevereiro de 2010, testes de elenco para
Call of Duty 7 levaram à especulações de que o jogo seria situado durante a
Guerra Fria, com algumas batalhas a serem realizadas no
Vietnã do Sul.
[39] Em 30 de abril do mesmo ano,
Black Ops foi oficialmente anunciado.
[2]
O jogo roda em um
motor World at War aperfeiçoado, a 60
frames por segundo.
[40] Apresenta uma tecnologia de estrutura de streaming (também vista em
Modern Warfare 2) que torna possível fases amplas como "Payback", onde o jogador controla um helicóptero. Os efeitos de luz também foram melhorados.
[41] O jogo suporta
imagens em três dimensões, renderizadas por seu próprio motor.
[42] O hardware necessário para tal, contudo, depende da plataforma (com exceção do Wii, que não suporta o formato).
[43]
Ao contrário de jogos anteriores, a Treyarch direcionou todo o seu pessoal para a produção de
Black Ops. Formou, no entanto, diferentes equipes, cada uma trabalhando em etapas distintas do jogo.
[44] O estúdio utilizou a tecnologia de
captura de movimento, similar àquela usada por
James Cameron em seu filme
Avatar, que proporciona expressões faciais mais realistas ao capturar toda a performance do ator.
[45] A Treyarch consultou também veteranos das forças especiais de ambos os lados beligerantes da Guerra Fria: o major John Plaster, que serviu na MACV-SOG durante a Guerra do Vietnã, e Sonny Puzikas, ex-agente das forças especiais soviéticas.
[46] Este último demonstrou à produtora como soldados da
Spetsnaz reagiam em combate, tal como rolar no chão para fugir da linha de fogo. A
inteligência artificial de personagens da Spetsnaz no jogo foi modelada em Puzikas, a partir de suas táticas e expressões faciais.
[47][48] Apesar de ter um fundo histórico, o aspecto secreto destes agentes da Guerra Fria permitiu que a Treyarch criasse sua própria história fictícia.
[49]
Nas primeiras 24 horas de seu lançamento,
Black Ops vendeu um total de 5.6 milhões de unidades nos mercados
britânico e
americano, ultrapassando
Modern Warfare 2 e estabelecendo um novo recorde de vendas de um produto de entretenimento.
[50] Comparada à esperada estréia da primeira parte de
Harry Potter and the Deathly Hallows, o jogo lucrou mais do que o dobro do filme, alcançando a soma de 360 milhões de dólares.
[51] Somente cinco dias após o lançamento, as vendas do jogo mundialmente alcançaram 650 milhões de dólares, superando o recorde obtido anteriormente por
Modern Warfare 2, que em cinco dias rendeu 550 milhões.
[52] Em
22 de dezembro de 2010, os lucros mundiais obtidos por
Black Ops ultrapassaram a marca de 1 bilhão de dólares